O Dilema da Democracia: Entre a Legitimidade e a Traição do Poder
O Dilema da Democracia: Entre a Legitimidade e a Traição do Poder
Por:Pr. Daniel Ramos
Vivemos um paradoxo vergonhoso no Brasil. As Câmaras de Deputados, o Senado Federal e as Câmaras Municipais possuem, formalmente, a **legitimidade** para atuar. Elas foram eleitas, têm o mandato constitucional e o poder de legislar. No entanto, perderam, há muito tempo, a **credibilidade** para representar verdadeiramente o povo.
O que vemos hoje não é a atuação de representantes, mas a de “balconistas” que trocam o interesse público por conveniências pessoais. A tragédia política atual reside na forma como esses órgãos e seus componentes agiram: perderam o contato com as bases que os elegeram, traíram os anseios populares e, em muitos casos, se venderam ao Poder Executivo e a “lobbies institucionais” que não representam a nação, mas interesses corporativos de poucos.
A Perda da Identidade dos Poderes
O que se esperava de nossa democracia era o equilíbrio entre os poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário para garantir a governabilidade e a justiça. O que temos é um "abafamento da identidade e individualidade" desses poderes. O Legislativo, que deveria fiscalizar, hoje muitas vezes valida, sem questionar, as vontades do Executivo, e o Executivo, por sua vez, governa sem a contrapartida democrática necessária. Uma política de favores e emendas que garantem as conveniências.
Que país é este?
Mais do que uma pergunta retórica, é um desafio.
Este pode ser o país que queremos?
Sim, se lutarmos por ele. Mas não com a destruição patrocinada por quem não tem interesse nas mudanças profundas e necessárias que nossa nação exige.
Onde Está o Engodo?
A desconfiança não nasce do nada. Ela é fruto da observação atenta.
Tome nota de cada discurso: Quantas vezes ouvimos promessas vazias que se repetem a cada quatro anos?
Cada promessa:** O que há por trás delas?
Cada "Projeto de Lei": Apresentado a toda hora nas Casas de Leis, muitas vezes carece um "pouquinho mais de atenção" para perceber onde está o engodo.
Eles não estão acostumados a um eleitorado que sabe o que exigir e argumentar em prol de seus direitos. Eles estão acostumados a quem se vende por poucos "litros de gasolina", por alguns "metros de forro" para o beiral de casa, ou por um bico de emprego que desaparece com a mudança de governo. O tempo de comprar a consciência do povo com migalhas precisar deve acabar..
Exigência por Mudanças Estruturais
Não aceitamos mais a "política de favores". Exigimos:
Leis e Ações de Mudanças Estruturais para nossos municípios:
Investimento de verdade no posto de saúde, não em fachadas, mas, em médicos, remédios e equipamentos.
Escolas de qualidade para nossos filhos e netos, com infraestrutura digna e pedagogia que prepare para o futuro.
Saneamento básico** (tratamento de esgoto) para proteger a vida e o meio ambiente.
Produção de alimentos e segurança alimentar para nossas famílias.
Criação de uma frente de empregos. que permita aos nossos jovens, após se formarem, permanecerem no município onde cresceram.
Os programas de apoio não podem ser moeda de troca fazendo que parte da população fragilizada por falta de projetos de estado e nação permaneça eternamente dependendo dos programas de bolsas leiteiras.
Não podemos mais aceitar que as metrópoles fiquem inchadas e superpovoadas, enquanto os pequenos municípios morrem de sede de profissionais. O médico, o dentista, o advogado, o engenheiro, o enfermeiro e o administrador não encontram espaço para atuar em suas cidades, e isso é uma falha grave de planejamento nacional.
Um Brasil ao Jeito da Gente
Façamos um Brasil Diferente, do jeito da gente, e não do jeito de uns poucos políticos corruptos que vendem desde concessões de transporte até poços de petróleo da nossa nação para interesses estrangeiros ou corporativos que favoreçam seus partidos e familiares,chega de amigos do rei.
Não podemos seguir dando “carta branca” e autorização para que desfaçam o que construímos. Precisamos de representantes, não de balconistas.
Em um país democrático, o “voto é revolucionário”. Ele é uma ferramenta transformadora, capaz de gerar mudanças construtivas. Mas para isso, o eleitor precisa acordar para sua responsabilidade.
A política não é um jogo de poder; é a gestão da vida coletiva.
Que tenhamos a coragem de cobrar, de exigir e de não nos calar diante da traição.
Com muito orgulho e muito amor à nossa pátria. Brasil.
"Toda autoridade emana de Deus". Fica este aviso, chegará o dia da prestação de contas deste poder concedido!
Leia também Um Farol de Esperança.
Sobre o autor: Daniel Ramos, Casado com Jane B Ramos, é Ministro Evangélico, Teólogo e Sociólogo, com mais de duas décadas de experiência no ministério pastoral e ensino bíblico. Atualmente serve como Pastor Presidente na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Maranata, em Santa Maria do Oeste- PR. Seu objetivo é trazer a palavra de Deus para a realidade cotidiana, ajudando pessoas a encontrarem propósito e fé em tempos de crise.
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